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Manuel e o Detinha

Manuel e o Detinha

Na verdade, quando comecei a construir meu PP135, eu não fazia ideia onde estava me metendo. Nunca tinha utilizado uma tico-tico antes de cortar as placas de compensado que hoje formam meu veleirinho. No final, até o mastro fiz de madeira, fiz meus próprios cunhos e moitões, a bolina e o leme. A quantidade de habilidades adquiridas durante o processo foi enorme. Pesquisei demais na internet, onde tem muita informação disponível em inglês. Isso somado às dicas valiosas do Gustavo resultaram em que hoje sei o básico de como trabalhar com madeira, compensado, resina, parafusos, cabos, aço inox, latão e o mais importante: que quase tudo tem solução.


Cada um leva de um jeito, foi uma opção minha ser minucioso durante o processo, investir tempo em pesquisa e aproveitar a oportunidade de aprendizado sem pressa. Dada minha falta de experiência com o assunto, achei mais sábio aplicar a clássica “medir duas vezes e cortar só uma”. Apliquei isso em todos os sentidos, levando a construção com o máximo de cautela, o que no fim me custou muito tempo, mas não tanto dinheiro e sem grandes erros. Foram mais de 3 anos de construção quase contínua, mas sem dedicação exclusiva (ao mesmo tempo, fiz meu TCC e um mestrado).
Durante o tempo de construção, uma sensação constante que tinha era de que sempre havia algo para fazer: lixar alguma coisa, resinar, laminar, cortar, colar, furar ou simplesmente, pensar em qual é o próximo passo. Sentar pra ver Netflix? Não, melhor já colo isso naquilo e amanhã já posso lixar… Hoje, com o barco pronto mas distante dele, sinto falta dessa sensação. Para mim foi uma experiência transformadora. As habilidades desenvolvidas aplico no dia-a-dia. A sensação de missão cumprida é muito satisfatória. E a vontade de fazer mais um é grande. Foi difícil? Não. Foi trabalhoso? Muito. Valeu? Cada minuto.

Manuel Vivanco Bercovich

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